BREVE HISTÓRICO DA ERVA-MATE

A erva mate é uma planta pertencente a família das aquifoliáceaes e é conhecida com o nome científico de Ilex paraguariensis. Recebeu este nome em 1822, do naturalista francês Auguste de Saint Hilaire, do Museu de História Natural de Paris.

A árvore da erva mate nativa atinge em média 4 a 6 metros de altura, podendo atingir mais de 15 metros em algumas condições. Em estudos e levantamentos efetuados, constatou-se que a ocorrência natural da planta é restrita a 3 países, Brasil, Argentina e Paraguai. No Brasil a abrangência se restringe em apenas 5 estados, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo que a exploração econômica do produto é realizada quase que exclusivamente pelos três estados do sul.

O uso desta planta como bebida tônica e estimulante era conhecida pelos aborígines (índios) da América do Sul, conforme folhas de erva mate encontradas em túmulos incas do Peru. Desde os primórdios das colonizações espanhola e portuguesa é referido o seu uso pelos indígenas, antes da comercialização pelos jesuítas a partir de 1610.

A LENDA

A erva-mate tem sua origem explicada pelos indígenas através de lendas, que lhe dão um caráter sobrenatural. Há versões diferentes para a lenda da erva-mate, mas uma, em especial, sofreu uma adaptação em Venâncio Aires, onde foram introduzidos elementos locais, como o poço eterno.

O poço era uma fonte existente que abastecia os habitantes da localidade de Faxinal dos Fagundes, hoje região central de Venâncio Aires. Como nunca secava, passou a ser chamado de poço sem fundo.

Conta uma das lendas que Caa Yari era uma linda filha de um cacique, amada por um jovem a cujo amor não correspondia. Assediada, fugiu e, em sua fuga, atravessou glebas ao norte do município, semeando erva-mate no caminho, pois era de bom coração e queria fazer o bem a todas as tribos indígenas. Prestes a ser capturada por seu apaixonado perseguidor, pediu proteção a Tupã. Este a acudiu, abrindo o poço e fazendo Caa Yari nele desaparecer.

Bondosa, a moça continuou a fazer o bem, distribuindo água de sabor agradável aos habitantes do Faxinal, homens e animais. Mas, como no fundo do poço não podia mais semear erva-mate, explica-se por que as terras vizinhas dos municípios de General Câmara e Rio Pardo não possuem ervais nativos.